quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Circuito Enzo e Dino Ferrari, as homenagens em memória do idolo nacional

O Autódromo Internacional Enzo e Dino Ferrari é um circuito próximo à cidade italiana de Ímola, a 40 km a leste de Bolonha  e 80 km a leste da fábrica da Ferari, em Maranell.
Este Autódromo recebeu etapas Fórmula 1 continuadamente, entre as temporadas de 1980 até 2006 Em 1980 sediou como Grande Prêmio da Itália e nos demais anos como sede do Grande Prêmio de San Marino.  O circuito deve o nome a Enzo Ferrari o lendário fundador da marca Ferrari e a seu filho Alfredino Ferrari, mais conhecido por Dino, que morreu em 1956 por doença(distrofia muscular) ) filho este que veio a dar nome a um dos famosos modelos da marca, o Ferrari Dino. Ayrton Senna venceu nesse circuito em três oportunidades, nos anos de 1988, 1989 e 1991. O ploto morreu nesse autódromo em 1º de Maio de 1994, durante o Grande Prêmio de San Marino, na curva Tamburello. Após esse acidente fatal, a FIA concordou em fazer várias alterações e modificações de segurança. A curva Tamburello foi transformada em "chicane"

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 O OUTRO LADO DA CURVA TAMBURELLO

O portal Terra publicou hoje uma matéria muito interessante sobre o outro lado da Curva Tamburello, que vitimou Ayrton Senna. As fotos abaixo mostram uma homenagem ao piloto brasileiro que poucos conhecem.
Por 28 euros é possível reservar lugar na cena brasiliana que acontece às terças-feiras no restaurante River 9, às margens do Rio Santerno, na cidade italiana de Imola. No cardápio, churrasco e antipasto, bebida não incluída. Os brasileiros que comparecem ao evento dificilmente ignoram que a poucos metros das mesas ao ar livre, do outro lado do pequeno leito de água calma, fica a curva Tamburello - palco do trágico acidente que tirou a vida de Ayrton Senna em 1994.

Do outro lado da Tamburello, em um quiosque no interior do circuito, animados senhores protagonizam embates de baralho. Mas um deles, ao lado da mesa, ignora o carteado e mira o campo de futebol com gramado perfeito, localizado logo atrás da tribuna principal de imprensa e arquibancadas, nomeada "Ayrton Senna".

Começa o treino do Imolese, time da cidade que, após falências em 2005 e 2008, sofre na disputa da Eccellenza - o campeonato regional da Emilia-Romagna pelo acesso à quinta divisão nacional. Desanimado, o torcedor comenta as chances de escalada de volta à divisão C-2, o mais alto patamar já alcançado pelo clube: "quem dera".

A alguns metros dali, um espaço com a estátua do piloto brasileiro serve de memorial. Mas na cerca oposta, que guarda o verdadeiro local da colisão, bandeiras do Brasil e flores envelhecem penduradas. A precariedade do barranco próximo ao rio explica porque o muro precisava ficar tão próximo à antiga curva - agora alterada e transformada em uma grande área de escape.

Apesar de cadeados e cercas por todo o traçado, neste local o alambrado está resignadamente escancarado: qualquer um pode acessar essa parte da pista, ainda que irregularmente.

Hoje em dia o autódromo de Imola (oficialmente Enzo e Dino Ferrari) se confunde com a cidade de pouco mais de 60 mil habitantes. Na sua origem, estradas que ligavam o pequeno centro aos povoados vizinhos serviram de base para o circuito. Na prática, vários trechos seguiram abertos ao trânsito até 1980, quando a pista foi definitivamente cercada. Entretanto, a parte interior do traçado tem vida própria, e pode ser acessada por qualquer dos diversos túneis que passam abaixo da pista.

O Grande Prêmio que levava o nome de San Marino - pequena república independente a 100 km de Imola - estendeu-se de 1981 a 2006, mesmo com a fatídica edição de 1994. E assim como no calendário do automobilismo, o circuito parece perder o papel de protagonista mesmo em seu território.

"Quer ver onde morreu o ragazzo?", pergunta Giovanni Ferri, dono de uma das diversas casas na parte interior do autódromo. "Foi aqui nessa variante", explica, apontando para a última curva antes da reta dos boxes, a nova Variante Bassa. "É o segundo que morre. Isto aqui é um desastre."

Na verdade, o morador da via Malsicura (sugestivo nome da rua paralela à reta dos boxes) se refere a Gabriele Nannini, 38 anos, que em 2010 pagou 80 euros para andar com sua moto por 20 minutos no traçado histórico. Perdeu o controle na última curva, bateu no muro de proteção e morreu a caminho do hospital. Em abril, caso idêntico ocorreu com Alessandro Tasselli, chef de cozinha de 35 anos e piloto amador.

"Eles pagam para correr no circuito, mas não são tão bravos. Refizeram esta variante aqui, só que ficou muito estreita", aponta com a propriedade de quem mora em frente ao local há mais de três décadas.

Desde 1994 reformas tentam recuperar a credibilidade do autódromo. Nos treinos livres daquele ano, Rubens Barrichello foi para o hospital após decolar sobre a antiga Variante Bassa. Na classificação, Ratzenberger morreu ao chocar-se contra o muro na curva Villeneuve. Com os riscos inerentes ao esporte como justificativa, a corrida do dia seguinte não foi cancelada.

Um acidente logo na largada jogou destroços para as tribunas e feriu nove pessoas, uma gravemente. O safety-car foi acionado para reduzir o ritmo dos carros e permitir a limpeza dos detritos. Naquelas condições, a temperatura dos pneus cai abaixo do recomendável, assim como sua aderência. Uma quebra na barra de direção e um pedaço da suspensão que penetrou o capacete formam o quadro explicativo mais aceito para a morte de Ayrton Senna.

"Senna?", diz Ferri apontando para a esquerda, na direção da Tamburello. "Sim, era bravo."

Ele sabe que a Formula 1 não volta tão cedo, mas comemora a diminuição dos eventos barulhentos na porta de sua casa. "O dinheiro está em outros lugares, então eles correm em outros lugares. Aqui há muito trabalho a ser feito, ainda." Mas para seu infortúnio, em setembro mais uma etapa do Mundial das motos Superbike passa pela sua porta. "Tem gente que mora aqui, uma escola, e um hospital do outro lado. Isso não me interessa mais tanto".

Apesar de aposentado, Ferri mantém uma rotina de trabalho que nada tem a ver com o famoso asfalto a poucos passos de sua casa. "A pensão é pouca, por isso planto aqui no meu terreno", explica, antes de desaparecer no caminho de sua horta, na direção contrária da Variante Bassa.
 http://gpmotor2011.blogspot.com/2011/07/o-outro-lado-da-curva-tamburello.html


Vinte mil pessoas enchem Tamburello de vida nos 20 anos do adeus a Senna

Pessoas do mundo inteiro vão a Ímola e rezam e se emocionam no local do acidente do brasileiro. "Ayrton Senna Tribute" homenageia ídolo, morto em 1º de maio de 1994


Tamburello. Maldita Tamburello. A curva que Ayrton Senna não pôde fazer. Vinte anos após o acidente fatal do tricampeão em 1º de maio de 1994 no GP de San Marino, em Ímola, a “curva da morte” foi tomada de vida. Não foram dezenas, não foram centenas. Nesta sexta-feira, milhares de fãs, de diversos países, compareceram ao circuito para prestar seu tributo ao ídolo. Mais precisamente 20 mil, segundo o corpo de bombeiros da comuna. Após dez mil ingressos terem sido vendidos, os portões tiveram que ser abertos em razão da multidão do lado de fora, que tentava ansiosamente entrar para deixar sua homenagem.Assim que a organização do “Ayrton Senna Tribute” abriu os portões da pista do Autódromo Enzo e Dino Ferrari, um mar de gente tomou o circuito e rumou em direção à Tamburello. No muro do acidente, fãs faziam orações, outros deixavam flores, mensagens, bandeiras do Brasil e lembranças em memória do tricampeão. Uma pequena criança - Senna sempre mostrou grande preocupação com os pequenos - deixou seu desenho na grade atrás do local da batida.
Em seguida, uma cerimônia foi realizada no local. Diversos pilotos deixaram seus depoimentos. Companheiro de McLaren e grande amigo do brasileiro, Gerhard Berger lembrou os bons momentos com Senna. Marcaram presença também a atual dupla da Ferrari, Fernando Alonso e Kimi Raikkonen, além dos ex-pilotos como Andrea de Cesaris, Jarno Trulli, Pierluigi Martini, Riccardo Patrese e Emanuelle Pirro.
- Por mais que seja uma ocasião triste, a morte de Ayrton hoje é também um momento feliz, por lembrarmos dele. Nossa geração teve tantos bons momentos aqui, corridas, testes. Lembro da muito bem de Ayrton aqui, no hotel, na pista, nos pits. É fantástico estar aqui de novo. Estou feliz de estar aqui em respeito a Ayrton Senna e Roland Ratzemberger. E acho que todos aqui concordamos que Senna foi o melhor piloto de todos os tempos – disse Berger, respondido com aplausos.

Guiados por Don Sergio Mantovani, o “Capelão dos Pilotos”, os fãs rezaram o “Pai Nosso”. Na sequência, foi prestado um minuto de silêncio em homenagem a Senna e também ao austríaco Roland Ratzenberger, morto um dia antes do brasileiro, durante o treino classificatório. Silêncio seguido de uma arrepiante salva de palmas. Aos gritos de “Olê, olê, olê, olá, Senna, Senna”, o público ovacionou Ayrton. Ao fim, a banda marcial encerrou a cerimônia com o Hino Nacional Brasileiro.
Uma fã italiana chorava copiosamente em frente ao local do acidente:
- É difícil segurar a emoção ao lembrar de Ayrton. Ele foi mais que um piloto. Ele era uma pessoa fantástica. Um ídolo. O que ele fez ficará para sempre - disse a torcedora emocionada.
Até franceses, terra de Alain Prost, maior rival de Senna, se renderam ao talento do brasileiro.
- Ele foi o maior de todos os tempos. Muitos na França reconhecem que ele foi melhor que Alain. Ayrton era um gênio, Prost, não - admitiu uma dupla de amigos franceses.
Na multidão, diversos brasileiros orgulhosos do reconhecimento mundial do ídolo:
- Quando entrei no autódromo, senti um energia muito forte. Um local de grandes provas e onde um ídolo nosso perdeu a vida. Ele morreu, mas sua imagem está viva. E vinte anos depois, esse grande evento para comemorar. É um orgulho ver gente do mundo inteiro. Saber que a gente tem um grande ídolo que fez seu nome com humildade, sabedoria e muita garra - disse Dulce Gardin, que mora em Verona.
É o Ayrton Senna do Brasil, da Itália, da França, do mundo.

AYRTON SENNA TRIBUTE

O "Ayrton Senna Tribute" é organizado pelo site italiano F1Passion, em parceria com a Câmara Municipal de Ímola e o Instituto Ayrton Senna. A programação foi aberta uma missa na Catedral de Ímola, celkebrada na quarta-feira , e segue até o próximo domingo com exposições de filmes, fotos e carros do tricampeão, desfile de carros antigos, corridas de kart, etc.Uma mostra exibe carros históricos guiados pelo piloto, como a McLaren MP/4 do 1º título , em 1988.  .O austríaco Roland Ratzenberger, vítima de outro acidente naquele fatídico fim de semana, também é lembrado nas homenagens. 

O primeiro dia do evento será encerrado com um jantar beneficente e a exibição do filme "Ayrton", de Ercole Colombo e Angelo Orsi. No estádio Romeo Galli, a 44km do circuito, também como parte do evento, será disputada uma partida de futebol com o “Nazionale Piloti”, famoso time formado por pilotos e ex-pilotos. Parte da renda do evento será destinada ao Instituto Ayrton Senna, organização presidida pela irmã do piloto, Viviane Senna, que ajuda cerca de 2 milhões de crianças pelo Brasil. Na sexta-feira, a extensa programação prevê corridas de kart na parte da manhã e à tarde. À noite, o paddock será palco de um show musical. No sábado, haverá desfiles de carros, visita guiada ao circuito e a projeção do documentário "Senna", de Asif Kapadia. No último dia, serão realizadas corridas a pé e de bicicleta pelo traçado, desfile de carros antigos, além da cerimônia de encerramento.



Fã de Ayrton Senna não segura o choro em frente ao local do acidente fatal, na curva Tamburello em Ímola (Foto: Felipe Siqueira)
 Milhares de pessoas invadem o circuito de Ímola para as homenagens a Ayrton Senna (Foto: Felipe Siqueira)


https://fgsaraiva.blogspot.com/2014/05/vinte-mil-pessoas-enchem-tamburello-de.html


Senna passa de herói a mártir
JOÃO BATISTA NATALI
DA REPORTAGEM LOCAL
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO 02/05/1994
Ayrton Senna foi um herói para seus admiradores. Desde ontem, ampliou o espaço ocupado por sua imagem na mitologia do cotidiano moderno para se tornar bem mais que isso. É agora mártir.
Nesse imenso salto qualitativo, está a aparição da morte como um drama que é individual, mas ao mesmo tempo só compreendido na medida em que é o produto de um processo cultural e histórico.
As bibliotecas do Ocidente registram com enfoques inesgotáveis a dificuldade de se lidar com a morte.
Não quando ela é corriqueira, a chamada "boa morte", que a Idade Média acreditava ser precedida de sacramentos e definia como o desfecho de uma vida caridosa e com pecados perdoados.
A morte aceitável correspondia, grosso modo, à possibilidade de o cristão evitar a escala no purgatório (noção que surgiu no século 12) e ir direto para o paraíso.
A morte temida era a morte inesperada. O medo de sua ocorrência abasteceu momentos brilhantes da literatura. Em "A Tempestade", de Shakespeare, um dos personagens se refere ao temor do naufrágio:
"Que seja feita a vontade de Deus, mas eu gostaria de morrer de morte seca", diz ele.
Ariosto, em "Orlando Furioso", vai em sentido inverso com a imagem do herói destemido, paladino inacessível ao medo e que enfrenta a morte de peito aberto em sua luta contra os infiéis.
Ariosto foi um dos fabricantes de um modelo que seria constantemente atualizado e teria, como descendente direto, o herói esportivo contemporâneo.
O heroismo é uma construção narrativa. Primeiramente, no cristianismo, com o martírio dos santos. Bem depois, a partir do século 8, com a figura do cavaleiro.
O cavaleiro medieval foi o personagem que mais se aproxima do atual esportista: comemora a vitória obtida com riscos elevados.
Militar em tempos de guerra, o cavaleiro passou à rotina lúdica durante os prolongados períodos de paz. Sua prática, por volta do século 12, é a que mais se aproxima da atual noção de esporte.
A pólis grega valorizava entre os cidadãos a prática esportiva, mas não era a mesma coisa. Inexistia o individualismo e a percepção não mitológica do herói.
Assim, é com a cavalaria medieval que o desempenho do indivíduo passa a ser objeto de uma linguagem específica que passa a ter ampla aceitação popular.
O herói é aquele que se arrisca sem ter um inimigo concreto.
Sua morte em torneio é sempre acidental. É uma morte trágica porque inesperada no interior da mitologia que o sustenta.
Evidencia-se o efeito de contraste com outras mortes, por volta do século 15, quando a morte chegava de surpresa por meio da peste bubônica.
A peste produzia vítimas. Só a cavalaria produzia heróis, que o Ocidente não tratava de forma homogênea.
A tradição latina valorizava o vencedor e só aceitava o derrotado quando emboscado ou por ter chegado aos limites de sua resistência.
Mas a mitologia germânica reverenciava bem mais o herói morto. Seu cadáver era recolhido pelas valquírias e levado para conviver num conselho presidido pelo deus Wotan.

Mensagem psicografada atribuida a Ayrton Senna

Nota do Blog: Em respeito a todas as religiões e todos os pontos de vista, faço a postagem a respeito de mensagens psicografadas atribuídas a Ayrton Senna que circulam na internet. Caso acredite, conheça o que o piloto sentiu após ter desencarnado. Caso não acredite, tome conhecimento do que é divulgado.



PARTE DE MENSAGEM DE AIRTON SENNA, RECEBIDA POR UM MÉDIUM DO GRUPO D. BOSCO DA COMUNHÃO ESPÍRITA DE BRASÍLIA.
Não escutando a voz da minha consciência, deixando-me levar pela euforia do meu instinto, antecipei, em 01 de maio de 1994, o meu retorno ao mundo dos espíritos. Não culpo outros. Várias foram às vezes em que fui alertado na minha trajetória, nas pistas de competição automobilística, principalmente nos últimos tempos. Simples pensamentos, que me falavam constantemente para abandonar as corridas até a falta de velocidade, e eu achando que era defeito do carro, o que na verdade não era. A falta de coragem em correr mais, às vezes deixava-me sem entender tal comportamento.
A falta de rendimento deixava-me muitas vezes irritado, tinha os meus compromissos, tinha um contrato, um público. Tinha coragem sim. Não, não poderia aceitar um fracasso. Não era muito, bastava apertar um pouco mais o acelerador e ganhar mais velocidade. A cada dia que passava, cobrava mais o meu rendimento. Não respeitei o meu limite, achava muito pouco, não dei ouvidos a minha consciência, chamando e alertando para o momento de parar. Somente agora, neste momento, percebo a realidade.
A fortuna bem cedo chegou a minha porta como prometida. Era o momento de parar e seguir outro caminho já traçado e planejado por mim e meus preparadores espirituais no plano espiritual. Menos perigoso, mas com muitos compromissos com esta grande e rica nação, que sofre por ser berço de tantos irmãos em provas que aqui aportam, vindo de outras velhas e sofridas nações a quem tanto mal causaram.
Vozes outras, como disse anteriormente, chamavam-me para esses compromissos, mas fiz-me de surdo e cego para o alerta que recebia a todo instante. Sem dúvida, foi a vaidade interior que falou mais alto dentro de mim. Foi o meu orgulho. Sair em busca de uma velocidade maior, querendo mais, uma coisa que não estava mais em meu alcance, mas que eu queria a todo preço. Este foi o meu erro.
Por várias vezes, eu e Frank Williams, discutimos reservadamente sobre o meu limite de velocidade. Percebia a minha falta de rendimento para correr mais, facilitando assim outras escuderias a subirem ao podium, o que me deixava sem ponto neste campeonato. Isto me chateava, e últimamente sentia uma certa frustração, não vendo um resultado satisfatório que fizesse jus ao meu contrato com a Williams. O Sr. Frank me dizia que temia eu não conseguir acompanhar a potência do motor do novo carro, tão bem preparado para mim, temendo chegar ao final da temporada com um baixo resultado.
A voz da minha consciência falava mais forte dentro de mim, alertando-me para o perigo que bem próximo estava.
O acidente do Rubinho, a morte do companheiro da Áustria, foram, sem dúvida, um forte aviso. Senti um abalo terrível, senti uma agonia muito grande, era tudo muito estranho. Lutei, debati, denunciei. Mas não parei, não voltei atrás, não voltaria, nunca voltei. Provaria com a minha coragem, à minha equipe, que nós éramos os melhores. Provaria era só esperar.
Frank cobrou-me um resultado positivo, pois o meu contrato estava ficando ameaçado. Preocupado e pensativo fui para o Box onde estava meu carro, fiquei apoiado pensando por alguns segundos, quando veio à memória, como num filme, tudo quanto já tinha conquistado. Se eu quizesse, poderia naquele momento, jogar tudo para o alto e desfazer o contrato, mesmo com grandes prejuízos.
Tive a vontade de voltar e dizer à ele que naquelas atuais circunstâncias não poderia correr e, assim deixaria a equipe naquele momento. Seria o certo? Apoiado ainda no carro em estado de meditação relembrei, não sei porquê, de minha família. De novo no Grid, motores roncando, passa-se algum tempo, nova largada é dada, os motores roncam mais forte, tomo o meu lugar, disparamos veloz.
Passados alguns momentos algo estranho domina-me. Ouvia a voz de Frank Williams ao meu lado dizendo-me: corra! Corra! Homem! Este é o momento!… Não, não poderia ser verdade, além de ouvir a sua voz, ele estava alí ao meu lado. Como poderia? Estava sentado junto de mim! Eu estava ficando louco?…
Olho no retrovisor para certificar do que estava acontecendo ao meu redor. Não vejo os companheiros retardatários e sim a imagem fixa dos cavalos correndo em alta velocidade, como querendo alcançar-me. Volto a olhar para a frente, também não vejo nada familiar, só uma grande reta. De repente, um silencio me invade, só um estrondo percebo. Olho para ambos os lados, estou só. Olho no retrovisor, não vejo mais ninguém, nem cavalos nem bigas… Falou-me a voz, a voz da minha consciência, agora mais do que nunca viva, frente a frente, sem esperar para a depois cobrança dos meus atos. Era como um porteiro de teatro a só deixar passar para o outro lado quando da apresentação do ingresso. Assim estava me sentindo e ouvindo a sua quase sentença.
A reta continuava sem fim, sentia-me sonolento, não ouvia mais a voz, fui sentindo um adormecimento. Uma voz foi acalentando-me, tudo foi se tornando em um silêncio profundo.
Queria falar, mas não tinha forças, estava anestesiado. Só ouvia agora um canto suave…
dormi…
AIRTON SENNA
 Rui Fernandes Morgado
Santo André-SP
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PSICOGRAFIA DE AYRTON SENNA o que me fazia muitas vezes duvidar do meu destino de piloto

As reuniões do Grupo Espiritual Imagine’ ocorrem aos domingos. No dia 10/12 recebemos essa mensagem do Ayrton Senna e ontem 17/12 recebemos uma do Chico Xavier se referindo a psicografia e à pessoa do Ayrton Senna.
Ayrton Senna
Psicografia Lino Zechetto
Araçatuba, 10/12/017




Boa tarde aos amigos presente.
Quanta satisfação em poder escrever para pessoas que se encontram encarnados principalmente aquelas que crêem no plano espiritual.
Enquanto encarnado, convivendo com a matéria bruta, densa, procurava sempre estar em sintonia com a espiritualidade. Com minha formação religiosa me ligando à Deus e ao nosso irmão Jesus.
Corri, amei, vivi demais, também, em função disso, parti para o mundo espiritual cedo demais.
Tantas coisas ainda por fazer, constavam em meu rol de afazeres, para que aproveitasse o máximo possível de minha estadia no orbe terrestre.
Só que fazia dos meus movimentos, algo próximo aos meus pensamentos, e com raciocínio rápido, calculista, utilizava-os para aprendizado, manipulação, aprimorando a tecnologia avançada embarcada nos veículos de corrida, motorizados.Bem que notava que havia em mim a percepção de algo maior, espiritual, humano, o que me fazia muitas vezes duvidar do meu destino de piloto, corredor, campeão e me entregava às coisas simples, ao bem estar junto a família, aos amigos. À um grande amor, para juntos constituir família, assim como a que eu fazia parte juntamente com meus pais, meus irmãos.Em corridas, ainda memoráveis para mim, estão aquelas em que a bordo das máquinas voadoras, no ápice, nos trechos cruciais, nas curvas ou próximo a linha de chegada eu entrava em transe me confrontando com luzes, forças, divindades que se localizavam em outras dimensões.Hoje, eu sei, que a minha concentração, minha vontade de vencer eram tamanhas que transitava pelas pistas em puro êxtase, onde corpo, espírito, coração, mente, razão se uniam ao carro dando ao interior do cockpit vida multisensorial.A crua realidade da nossa deficiência, insuficiência tecnológica, em comparação ao que temos por aí, inclusive sobrevoando e nos observando para que não saiam dos clausus (Do latim numerus clausus, «número fechado»), detonado por seres humanos, as ogivas nucleares que poderiam acarretar, sem a intervenção de quem nos protegem, uma terrível interferência em nosso sistema solar.E eu me preocupando em ultrapassar obstáculos e vencer corridas Bem que poderia ter sido diferente, não precisava, não havia necessidade de querer chegar sempre entre os primeiros ao pódio. Não disputar tão acirradamente, irresponsavelmente as curvas com os adversários, certeza não estaria à desembarcar tão cedo nessa querida, amada outra dimensão.Uma experiência como encarnado é muito bem planejada, organizada e executada por trabalhadores de Jesus para que se possa realizar com sucesso. Eu, entre meus familiares, amigos, vizinhos, irmãos de sangue brasileiro, já seria suficiente para obter uma vida repleta de aprendizados que me completasse o que realmente necessitava meu espírito antes da reencarnação.Se parasse para observar melhor o que nos ensinam os espíritos através dos livros. Se observasse com mais critério a mobilidade exibida à todo instante pelo Universo, de forma alguma me sujeitava a adentrar e dirigir veículos tão atrasados tecnologicamente em relação a força brutal dos motores.Fica a sensação de ser muito querido por todos, não importando se os mesmos estão separados pelas nações.O Ser humano, quando impulsionado por algo maior, em diferentes tipos de segmentos, se deixam levar, demonstrando a real possibilidade de em futuro próximo sermos reconhecidos como o planeta Terra, onde residem um só povo, uma só Nação.Isso é muito comum entre as estrelas. É tão povoado esse Universo de Deus onde a grande maioria são Seres do bem, que ao invés de invadir os planetas mais novos com intenções beligerantes, procuram cooperar com os irmãos no intuito de que possam prosseguir , dentro das leis divinas, em busca de aprendizagem, desenvolvimento e evolução.Sinto se tenho desapontado pessoas me referindo às minhas desilusões, tristes enganos de minhas decisões impulsivas.Ao analisarmos melhor meus argumentos, entenderemos que desperdicei parte de minha encarnação, parte de minha vida na Terra em prol de motivos torpes, banais, insensatos, pois, o que é uma máquina incandecida (tornar candente; pôr em brasa; encandecer),
controlada por um ser humano comum comparado à criação Divina.Se eu contemplasse mais o Céu , o Infinito em noites estreladas, certamente perceberia a inexistência de disputas entre elas,sem correrias, sem linha de chegada e que o sincronismo, o movimento incessante no Universo, nos ensinam, a todos que procuramos por aprendizado  que não é necessário sairmos correndo pôr aí.Ah, se eu tivesse ‘corrido’ apenas em meus pensamentos, certamente teria chegado bem mais longe…Hoje estou muito bem, já passou…Sabemos que tudo passa, os traumas fazem parte dos aprendizados a seremos adquiridos  Eu daqui, aceno com bandeira branca, não de vencedor e sim de um simples piloto candidato a futuro integrante da esquadrilha de Jesus. Seres do bem que formam grupos para prestar ajuda e solidariedade aos irmãoes necessitados  
Saudações à todos
Ayrton Senna

 https://cinemanafloresta.com.br/psicografia-de-ayrton-senna/

A fundação do Instituto Ayrton Senna em Novembro de 1994. O Legado deixado pelo piloto


Em março de 1994 , o tricampeão de Fórmula 1, Ayrton Senna  compartilhou com sua irmã, Viviane Senna  o desejo de realizar uma ação sistemática para oferecer oportunidades de desenvolvimento humano a crianças e jovens de baixa renda. Ficaram de retomar o assunto no final da temporada daquele ano, mas não deu tempo. Com o acidente em Ímola, em 1º de Maio  , a família Senna resolveu fundar o Instituto Ayrton Senna. Era uma resposta grata ao povo brasileiro por todo o carinho e admiração dedicados ao piloto, e era também o primeiro passo para realizar o desejo de trabalhar para que meninos e meninas de todo o Brasil também pudessem vencer na vida.
Fundação em 20 de Novembro de 1994. Veja em "O maior troféu de Ayrton Senna" link abaixo
https://www.infomoney.com.br/negocios/noticia/3175159/maior-trofeu-veja-historia-instituto-ayrton-senna

 http://desciclopedia.org/wiki/Instituto_Ayrton_Senna

 https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Ayrton_Senna

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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Frases de Ayrton Senna


"O Piquet carrega as cores do Brasil, mas não vive o Brasil. Ele vive outro mundo, a Europa, mais do que o Brasil. Para ser honesto, o Piquet é uma pessoa que tem grandes qualidades, mas talvez tenha alguns problemas de infância e alguns problemas com a imprensa que existiram uns anos atrás que marcaram muito e automaticamente tiraram um pouco o amor dele pelos brasileiros e pelas coisas aqui do Brasil. E ele se identificou principalmente com os italianos. Ele é um cara revoltado, uma pessoa inconstante, é uma coisa notória. Isso dificulta muito no relacionamento com as pessoas", sobre Nelson Piquet em entrevista ao programa Roda Viva, em 1986.

 “Dedico esta corrida a quem me fez perder o mundial de 89. As corridas são assim: às vezes acabam logo depois da largada, outras a seis voltas do fim.”

"Não sei dirigir de outra maneira que não seja arriscada. Quando tiver de ultrapassar vou ultrapassar mesmo. Cada piloto tem o seu limite. O meu é um pouco acima do dos outros", janeiro de 1989.
"No Grande Prêmio do Japão, em 1988, eu estava superconcentrado, me preparando para uma curva longa, quando vi a imagem de Jesus. Era tão grande. Ele estava suspenso, com a roupa de sempre, a cor de sempre, e uma luz em volta. Seu corpo inteirinho subia para o céu, ocupando todo o espaço. Ao mesmo tempo em que tinha essa imagem incrível, eu guiava um carro de corrida. Guiava com precisão, com força, com tudo. É de enlouquecer, não é? É de enlouquecer.", agosto de 1990.

"Medo faz parte da vida da gente. Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo, outras - acho que estou entre elas - aprendem a conviver com ele e o encaram não como uma coisa negativa, mas como um sentimento de autopreservação", junho de 1991.

"Acidentes são inesperados e indesejados, mas fazem parte da vida. No momento em que você se senta num carro de corrida e está competindo para vencer, o segundo ou o terceiro lugar não satisfazem. Ou você se compromete com o objetivo da vitória ou não. Isso que dizer: ou você corre ou não", agosto de 1991.

"Eu sou feliz. Serei plenamente feliz, talvez, se chegar com sabedoria aos 60 anos. De qualquer forma, ainda tenho muita vida pela frente", outubro de 1991.
"Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá", em entrevista a João Dória Júnior em 1994, na casa recém-comprada de Angra dos Reis.

"Para ser honesto, não me sinto o maior ídolo brasileiro. Não me sinto uma pessoa tão importante assim para merecer uma festa durante uma noite toda no Brasil".

Sobre a Morte "O dia que chegar, chegou. Pode ser hoje ou daqui a 50 anos. A única coisa certa é que ela vai chegar".

" Dinheiro é um negócio curioso. Quem não tem está louco para ter; quem tem está cheio de problemas por causa dele".

"Meu maior erro? Acho que ainda está para acontecer".

 "Mulheres - com elas uma encrenca, mas sem elas não se pode viver".

"Nunca precisei mostrar que em determinado GP eu estava com uma loira de olhos azuis ou em outro GP com uma morenaça. Quando aconteceu, foi uma coisa natural e nunca para mostrar aos outros que eu sou garanhão e tenho dezenas de mulheres. Se eu tive uma dezena de mulheres, foi para mim mesmo".

 "O medo me fascina".

" Vencer é o que importa. O resto é a consequência."

"Vocês nunca conseguirão saber como um piloto se sente quando vence uma prova. O capacete oculta sentimentos incompreensíveis".

" Uma maneira de preservar sua própria imagem é não deixar que o mundo invada sua casa. Foi um modo que encontrei de preservar ao máximo meus valores"

" No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz".

"Deus é Grande Deus e forte, quando ele quer não tem quem não queira".

 Não importa o que você seja, quem você seja, ou que deseja na vida, a ousadia em ser diferente reflete na sua personalidade, no seu caráter, naquilo que você é. E é assim que as pessoas lembrarão de você um dia.

- "A verdade é que todo mundo vai te machucar,você só tem que escolher por quem vale a pena sofrer."

Um dia a tristeza vai embora... Aprendemos a sorrir novamente... Fazemos novas amizades... E vemos que todo aquele sofrimento do passado, não valeu tanto a pena... Pois se a vida fez as coisas andarem dessa forma... Foi porque não era pra ser... Pois se era pra ser o que pensavamos que era, não teriamos tomado rumos diferentes... Teríamos continuado caminhando na mesma direção.

"Se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si".

" Eu penso muito sobre tudo, não posso evitar, vou de uma ideia para outra. E todos esses planos viram um sonho, que vejo crescer, progredir, vejo pessoas felizes através deles. Principalmente crianças".

 "Eu sou parte de uma equipe. Então, quando venço, não sou eu apenas quem vence. De certa forma termino o trabalho de um grupo enorme de pessoas!"

"É muito difícil você conseguir vencer numa boa. Pra vencer você tem que lutar, e essa luta muitas vezes significa indispor de certa forma com algumas pessoas, pra prevalecer aquilo que você acredita. Teu ponto de vista, tua cabeça, a tua personalidade acima de tudo. E se você não lutar pra valer, você acaba perdendo teu próprio rumo. E se você perde o teu próprio caminho, você não é ninguém. Então, pra conseguir manter essa linha de conduta, você tem que lutar muito. E, muitas vezes, tem que brigar mesmo. Deus é forte, Ele é grande, e quando Ele quer, não tem quem não queira".

" A Fórmula 1 é um tempo perdido se não for para vencer."

" Por que ele é maior do que todos!"

 "Estamos competindo para vencer, se não disputarmos nas brechas não seremos mais pilotos!"

 “Canalizo todas as minhas energias para ser o melhor do mundo.”

 “Podem ser encontrados aspectos positivos até nas situações negativas e é possível utilizar tudo isso como experiência para o futuro, seja como piloto, seja como homem.”

 “Sou um jovem que sacrificou muito de sua própria existência para as corridas. Penso nesta profissão desde que eu era criança; dei tudo de mim e acho que a amo mais que qualquer outro. Por isso, até quando estiver correndo o farei somente para vencer. Só pararei no dia em que perceber ter andado um décimo mais lento do que poderia.”

 “Ser o segundo é ser o primeiro dos derrotados.”

 “Vencer é o que importa. O resto é a consequência.”

                                            Ayrton Senna 1960-1994