O início no kart
Por volta dos 13
anos não teve jeito: Senna começou a disputar provas no kart. De cara já
começava a andar na frente, embora ainda tivesse menos experiência que os
demais pilotos, conquistando diversos segundos lugares. Porém, lugar de campeão
é em primeiro, e no ano de 1977 já conquistou seu primeiro título Sul Americano
de Kart. Repetiu o feito nos anos de 1978 e 1980.
Em títulos nacionais também não se fez de rogado: foi o vencedor do
Campeonato Brasileiro de Kart em 1977, 1978 e 1980. Todos se impressionavam com
o jovem adolescente que demonstrava uma incrível precisão e agilidade na
condução do carro, além de ser notória a veia de campeão. Senna não
simplesmente não aceitava perder!.............................................................................................................................................................
1973
A primeira prova oficial de Ayrton Senna aconteceu em 1º de julho de 1973, no kartódromo de Interlagos, quando tinha 13 anos. Foi também a primeira das muitas vitórias de sua carreira.
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1974
Ayrton Senna
conquista o seu primeiro título no kart. Até chegar à Fórmula 1, o piloto
ganhou pelo menos um por ano.
Campeão Paulista –
Categoria Júnior
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1975
Desde essa época, Ayrton Senna era perfeccionista.
Sempre que voltava dos treinos, nos finais de tarde, ele fazia questão de
desmontar o kart inteiro, limpando e revisando peça a peça.Não importava quanto
tempo levasse, podia trabalhar na garagem de sua casa até altas horas da noite
e só descansava quando o trabalho estivesse concluído.Das competições que
disputou em 1975, Senna ficou com o vice-campeonato em uma das mais importantes
da temporada: o Campeonato Brasileiro na categoria Júnior, disputado em Rolândia,
no norte do Paraná.Aos 15 anos, o jovem piloto conquistou o título de maior
prestígio na categoria de base do esporte a motor do Brasil: o Paulista de
Kart, competição que inclusive ganhava destaque nas páginas da imprensa
esportiva da época, já que o automobilismo vivia um momento de grande ascensão
no País com os dois títulos de Emerson Fittipaldi na F-1 (1972 e 1974) e a
disputa do primeiro GP Brasil da categoria (oficialmente a partir de 1973).Em
uma competição com dez rodadas em datas distribuídas durante o ano
(assemelhando-se a um formato de competições por “pontos corridos”, como na
F-1), Ayrton saiu como vencedor em cinco provas do Paulista de Kart, além de
obter três segundos lugares.O ano de 1975 também trouxe outros importantes
títulos para Ayrton Senna também no kartismo nacional: venceu duas edições do
Torneio Canovas, as 50 Milhas de Kart, um Torneio de Verão e o Torneio Nacional
Itacolomy.
- Vice-campeão Brasileiro na categoria Júnior
- Campeão do Torneio Nacional Itacolomy categoria Júnior
- Campeão Paulista na categoria 100cc
- Duas edições do Torneio Canovas
- 50 Milhas de Kart
- Torneio de Verão
1976
A temporada de 1976 foi marcada por uma conquista especial:
as Três Horas de Kart de São Paulo, realizada no Kartódromo de Interlagos.
Ayrton fez dupla com Mário Sérgio de Carvalho no kart 22, mas a equipe não era
considerada uma das favoritas ao título, já que outras duplas eram mais
conhecidas no cenário do kartismo nacional: Chico Serra e Dyonisio Pastore;
Walter Travaglini e Antônio Estellise, e Antônio Lopes e Affonso Giaffone.
Com apenas 16 anos, em uma época em que os pilotos não
começavam a carreira esportiva tão cedo como hoje em dia, Senna fazia parte da
2ª categoria 100cc, mas, mesmo sendo mais novo, correu de igual para igual com
os pilotos da 1ª categoria – de uma graduação mais elevada. A corrida teve mais
de 180 voltas, com Mário Sérgio e Ayrton em destaque desde a largada.
Pilotando um Mini SS-Parilla, da equipe Rheem, Mário Sérgio
e Ayrton começaram a prova disputando a quarta posição. Em sete voltas, já
estavam em segundo e, na volta 39, a dupla conseguiu tomar a liderança de Chico
Serra e Dyonisio Pastore para, a partir daí, dominarem a corrida até o final
das 182 voltas.
“Os novatos deram show” – esta foi a manchete da Gazeta
Esportiva, principal jornal de esportes do Brasil naquela época. De fato, a
prova foi considerada uma das mais badaladas do kartismo brasileiro, com
premiação feita no salão nobre do Pacaembu por Caio Pompeu de Toledo,
Secretário Municipal de Esportes.
No Brasileiro de Kart, disputado no Kartódromo do
Maqui-Mundi, no Rio de Janeiro, Senna disputou mais uma vez a 2ª Categoria
100cc. O piloto paulista fez a pole position com o tempo de 56s77 e pulou na
frente na disputa da primeira bateria. Senna teria como grande adversário o
carioca Luiz Eduardo Lassance.
Logo nas primeiras voltas, os dois começaram a se distanciar
do restante do pelotão. Segundo relatos da Revista Autoesporte, Ayrton usava
pneus duros na parte traseira, já que os pneus macios não durariam muito para o
seu estilo arrojado. O estilo de Lassance era diferente, possuía uma tocada
mais limpa e um jeito mais clássico de pilotar.
Preocupado com uma poça d´água na curva da Ferradura, Ayrton
evitava passar por cima do local, enquanto foi justamente ali que Lassance
armou o bote e venceu a prova. Senna ficou em segundo.
Antes da bateria 2, Ayrton solicitou à direção de prova que
limpasse a poça. Na largada, tracionou melhor que Lassance e assumiu a
liderança. Confiando que o trecho estava melhor, Ayrton adotou a mesma linha na
curva da Ferradura, mas novamente Lassance conseguiu tomar a ponta. Na
sequência, Senna ainda tentou recuperar a liderança, mas acabou tocando em seu
rival e saiu da pista. O vencedor da segunda bateria foi Emanuel de Brito, que
superou Lassance. Na classificação geral do campeonato, título para Lassance,
segundo lugar para Emanuel e terceiro para Senna.
“O Dudu mereceu o título”, afirmou Ayrton. “Fui imaturo,
devia ter andado sempre por cima da poça que ele não conseguiria me vencer”,
revelou à Revista Autoesporte.
Ainda na temporada 1976, Senna conquistou o vice-campeonato
paulista na categoria 100 cc, o título do Torneio Canovas na 2ª categoria
100cc, venceu a prova “Le Mans” no Kartódromo de Interlagos e inaugurou o
Kartódromo de Bauru, interior de São Paulo, com uma vitória.
Títulos
conquistados:
- Terceiro colocado no Campeonato Brasileiro na categoria 100cc
- Campeão das Três Horas de Kart, na categoria 100cc
- Campeão do Torneio Canovas, na segunda categoria 100cc
- Vice-campeão Paulista na categoria 100cc
1977
A
temporada de 1977 teve como principal conquista para Ayrton Senna o título do
Campeonato Sul-Americano de Kart, disputado no Kartódromo Luis Pedro Serra, em
San José, no Uruguai. O vice-campeonato ficou com o também paulista Walter
Travaglini, piloto que rivalizou durante vários anos no kart com o futuro
tricampeão mundial de Fórmula 1.
As
tomadas de tempo começaram na sexta-feira (22/4), quando Senna ficou com a
quarta posição. No sábado, Senna venceu duas eliminatórias em seu grupo, mas
foi Jorge Soler, piloto uruguaio, quem largou na pole da primeira final,
realizada no domingo, após ter vencido três baterias em seu grupo
classificatório.
Logo
na primeira volta da bateria 1 do domingo, Senna tomou a ponta do uruguaio,
abriu uma boa vantagem e não perdeu mais a liderança. Soler ficou em segundo e
Waltinho Travaglini em terceiro, que correu com pneus emprestados de Ayrton na
segunda e decisiva bateria. Um tipo de ajuda que mostrava a amizade no kart
apesar da intensa rivalidade nas pistas (naquele mesmo ano de 1977, Senna ficou
com o vice-campeonato brasileiro após um forte duelo com Travaglini, que foi o
campeão da 100 cc, a principal categoria da época).
A
prova final foi amplamente dominada por Senna, enquanto Soler segurava o ímpeto
de Waltinho. Perto do fim, Travaglini passou o uruguaio e Ayrton diminuiu o
ritmo. Com isso, os dois brasileiros cruzaram a linha de chegada bastante
próximos, mas com o uruguaio em segundo.
Perguntado
sobre uma possível ida ao Mundial de Kart após a conquista sul-americana,
Ayrton mostrou-se preocupado com a preparação e também com seus estudos no
Brasil – ele tinha 17 anos na época.
“Só
irei participar do Mundial na Europa se for para ir bem antes. É necessário
chegar lá com pelo menos um mês de antecedência da disputa, a fim de que possa
escolher os melhores karts do momento, além de bons motores. Se for para ir com
material daqui, como já ocorreu diversas vezes com nossos kartistas, não vale a
pena. Mas, para ir com antecedência, é necessário que consiga uma autorização
de minha escola, a fim de que não me dêm faltas durante estes dias, pois senão
perco o ano na escola. Isso, acho muito difícil de conseguir” comentou Senna em
entrevista para o jornal Gazeta Esportiva, principal diário esportivo do País e
que dava considerável espaço para o kartismo nos anos 1970.
No
final, Ayrton e sua família decidiram que seria melhor esperar mais uma
temporada para a estreia no Mundial. Enquanto isso, Senna focou nos outros
campeonatos no Brasil, onde conquistou títulos como o do bicampeonato das 3
Horas de Kart, prova também conhecida como “Troféu Cidade de São Paulo”. O
paulista novamente competiu ao lado de Mário Sérgio de Carvalho, com quem já
havia se sagrado campeão no ano anterior – na época, superando os favoritos da
principal categoria. Agora já alçada à condição de favorita e detentora do
título, a dupla venceu após longas 189 voltas no Kartódromo de Interlagos.
O
momento-chave da prova aconteceu faltando 20 minutos antes do final. Waltinho
Travaglini, que fazia dupla com José Próspero “Zeca” Giaffone, vinha em segundo
na prova e diminuiu a vantagem para Mário Sergio em torno de 17 segundos. Logo
depois, o líder teve um pneu furado e precisou correr até os boxes para que
Ayrton voltasse para a prova em seu lugar. A vantagem caiu para 8 segundos, mas
Senna conseguiu manter a ponta até que seu grande rival da temporada ficou sem
gasolina, perdendo a chance de alcançar a dupla campeã.
Ao
término das três horas, Ayrton recebeu a bandeirada com Giaffone em segundo,
uma volta atrás do líder. Ainda em 1977, Senna chegou novamente ao
vice-campeonato paulista, repetindo o resultado do ano anterior. Veja as
principais conquistas daquela temporada.
Títulos
conquistados:
- Campeão Sul-americano – Uruguai (San José) – Categoria Inter
- Vice-campeão Paulista – Categoria Inter
- Vice-campeão Brasileiro – Categoria Inter
- Campeão das Três Horas de Kart – Categoria Inter
1978
Ayrton
Senna já se destacava nas corridas de kart, mas não conseguia um bom desempenho
debaixo de chuva. A dificuldade o incomodava a ponto de passar a treinar toda
vez que chovia, fosse em Interlagos, quando tinha mais tempo, ou até mesmo nas
ruas de seu bairro. Com muito esforço, corrigiu essa deficiência e passou a
guiar com grande maestria na chuva. Essa habilidade fez toda a diferença
quando, anos depois, ingressou na F1.
Títulos
conquistados:
- Sexto colocado no Campeonato Mundial – França (Le Mans) – Categoria Inter
- Campeão Brasileiro – Categoria Inter
- Vice-campeão Paulista – Categoria Inter
- Quarto colocado no GP do Japão (Sugo) – Categoria Inter
- Campeão das Três Horas de Kart – Categoria Inter
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1978 - Campeão Sul-Americano de kart
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1978 - Campeão Brasileiro de kart
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· 1978 - 13 a 17/set - Mundial de Kart em Le
Mans/França - 6º colocado
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1979
SENNA COMEÇA A USAR O CAPACETE AMARELO
O
Mundial de Kart deste ano será disputado na Suécia neste final de semana, no
circuito de Kristianstad. Há 39 anos, justamente nesta competição, Ayrton Senna
utilizou seu icônico capacete amarelo pela primeira vez. O campeonato foi
realizado entre os dias 18 e 23 de setembro de 1979 no Kartódromo de Estoril,
em Portugal.Alguns dias antes da viagem à Europa, Senna e a delegação
brasileira procuraram
Sid
Mosca , responsável pelas pinturas de grandes pilotos
da Fórmula 1, para definirem o layout dos capacetes dos pilotos brasileiros.
Naquela época, cada país tinha sua própria pintura, portanto todos os
competidores do Brasil usaram o mesmo layout, conforme exigia o regulamento do
certame.Em Portugal, houve empate por pontos entre Senna e seu companheiro de
equipe da DAP, o holandês Peter Koene. Em uma decisão controversa, Koene foi declarado
campeão, enquanto Senna ficou com o vice-campeonato. De acordo com a equipe
brasileira, em caso de igualdade de pontos seria levado em consideração o
confronto direto na última das três finais, prova que Ayrton venceu com boa
margem para os adversários.A organização do Mundial, por outro lado, teve uma
interpretação diferente do regulamento: o título seria de Koene graças ao
resultado das semifinais, onde ele havia terminado em quarto lugar, enquanto
Senna foi o oitavo. Nesta prova, o brasileiro era o segundo colocado até perto
das voltas finais, quando o líder da prova teve um problema com o kart na
frente de Ayrton, que não teve tempo de desviar da colisão e ambos rodaram.Ao
retornar ao Brasil, o piloto logo conversou com Sid para que fizesse daquela
pintura uma marca própria, que ficaria eternizada pelo próprio Ayrton nas
competições de kart, Fórmula Ford, F-3 e F-1. Assim, Senna pode até não ter
ficado com a taça de campeão do mundial daquele ano – mas ganhou naquela
competição a sua mais importante identidade nas pistas.Confira mais detalhes do
capacete de Ayrton Senna nos dois programas do Senna TV com Alan Mosca, filho
de Sid Mosca e que segue o trabalho iniciado pelo pai.
A
destreza de Ayrton Senna impressionou Angelo Parilla, um dos melhores
fabricantes internacionais de kart:
“Eu
nunca havia visto um piloto como este”.
Títulos
conquistados:
- Vice-campeão Mundial – Portugal (Estoril) – Categoria Inter
- Vice-campeão Sul-americano – Argentina (San Juan) – Categoria Inter
- Campeão do Campeonato de San Marino – Categoria Inter
- Vice-campeão Paulista
- Vice-campeão Brasileiro
- Campeão das Três Horas de Kart
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1979 - Campeão Brasileiro de kart
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1979 - 18 a 23/set - Mundial de Kart em Estoril/Portugal - 2º
colocado
Senna estreou o inesquecível capacete amarelo exatamente nas batalhas com Fullerton em 1979
Senna estreou o inesquecível capacete amarelo exatamente nas batalhas com Fullerton em 1979
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1980
Em 1980, Ayrton Senna recebeu um convite para competir na
categoria Formula Ford 1600 na Inglaterra pela Van Diemen, sem a obrigação de
levar patrocinadores, como é exigido para a maioria dos pilotos. Pressionado
pelos pais, que eram contra a ideia, recusou e disputou mais uma temporada de
kart.
Títulos conquistados:
- Campeão Sul-americano – Categoria Inter
- Campeão Brasileiro – Categoria Inter
- Vice-campeão Mundial – Categoria 135cc – Bélgica (Nivelles)
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1980 - Campeão Brasileiro de kart
· 1980 - 17 a 21/set - Mundial de Kart em
Niveles/Bélgica - 2º colocado
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1981
SENNA BUSCA O TITULO MUNDIAL DE KART(PELA PENÚLTIMA VEZ) MAS NÃO CONSEGUE
Em 1981, uma de suas últimas tentativas
de conquistar o Campeonato Mundial de Kart, as políticas de regulamento
se modificaram e atrapalharam Ayrton Senna: os competidores passaram a
correr com um kart de motor de 135cc.
O equipamento de Senna para este mundial
de Parma, na Itália, não era topo de linha. Ayrton corria contra
pilotos com motores e chassis bem melhores, tanto que o brasileiro era o
único com motor DAP entre o mar de motores Komet, que ocuparam as 17
primeiras posições ao final do torneio.
Senna terminou esse mundial em quarto,
somente atrás de Mike Wilson, Lars Forsman e Ruggero Melgrati, ambos
correndo com um conjunto Birel-Komet. O brasileiro ainda faria uma nova
tentativa de ser tornar campeão no ano seguinte, em 1982, na competição
disputada em Kalmar, na Suécia.
- 1981 - Campeão Brasileiro de kart
- GP da Suíça (Wholen) – Categoria 135cc
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1982
SENNA SEGUE, SEM SUCESSO, O TITULO MUNDIAL DE KART, PELA ULTIMA VEZ
No ano de 1982, Ayrton Senna já estava
em seu segundo ano no automobilismo de monopostos, inclusive tendo
conquistado já dois importantes títulos: FF1600 e FF2000. Mesmo assim,
decidiu fazer mais uma disputa do Mundial de Kart, que naquele ano foi
realizado na cidade de Kalmar, na Suécia, em 1982, sua última aparição
no campeonato.
O grande adversário a ser batido era
Mike Wilson, que viria a ganhar uma incrível sequência de seis títulos
do Mundial de Kart entre 81 e 89, mas sequer chegou a disputar um GP de
F-1. E com muitas modificações técnicas nos karts, como os motores 135cc
e novos tipos de pneus, Senna perdeu terreno em comparação a seus
concorrentes e não teve um resultado final tão bom.
O brasileiro ficou em 14º em seu último
mundial e com isso optou de vez em focar sua carreira no ano seguinte
100% para o último degrau antes da Fórmula 1: a Fórmula 3 Inglesa –
campeonato que viria a conquistar naquela temporada de estreia, para, já
em 1983, testar pela primeira vez um carro de F-1 e, em 1984, alinhar
no grid da principal categoria de automobilismo no mundo e garantir o
destaque de sua trajetória de grande sucesso nas pistas.
PAN-AMERICANO DE KART EM TARUMÃ RS
Em dezembro de 1982, Ayrton Senna desembarcou no Rio Grande do Sul
para buscar mais um título de kart. Dessa vez era o campeonato
Pan-americano, realizado no Kartódromo Internacional de Tarumã, no
município de Viamão, região metropolitana de Porto Alegre.
O rival do piloto paulista naquele final de semana era Neco Fornari,
piloto gaúcho que estava disposto a impedir uma vitória de Senna. Nos
primeiros treinos da quinta-feira, Ayrton bateu o recorde da pista em
quase dois segundos. Enquanto vários pilotos ficaram impressionados,
Fornari logo foi pra pista e também acelerou forte, e, com isso, também
diminuiu o melhor tempo do circuito, de 35s para 34s. Quando todos já se
preparavam para deixar o kartódromo, Ayrton resolveu entrar de novo na
pista para novamente bater o recorde, que voltou para suas mãos.
Na sexta-feira e no sábado vieram mais treinos e as tomadas
classificatórias para a corrida. Senna ficou em segundo lugar no grid de
largada, já que a pole position ficou com outro paulista, Renato Russo –
hoje recordista de campeonatos brasileiros de kart.
Logo na primeira corrida, no entanto, Ayrton usou uma técnica que
havia desenvolvido na Europa: Ele regulava a mistura de combustível no
motor, enquanto guiava apenas com a mão esquerda.
Neco Fornari, que largou em terceiro, não desistiu, passou Russo e
começou a encostar. Na curva no formato de “U” do antigo traçado do
kartódromo de Tarumã eles se encontraram. Pior para Neco, que acabou
empurrando Ayrton para frente com o toque.
Senna venceu as três baterias, dando um show com o kart número 6,
mostrando porque era duas vezes vice-campeão mundial de kart.
Troféu do Pan-Americano de Kart de 1982
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CASAMENTO DE AYRTON SENNA
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Troféu do Pan-Americano de Kart de 1982
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CASAMENTO DE AYRTON SENNA
Liliane Vasconcellos Souza foi a sua única mulher. Amiga de
infância e namorada na adolescência no Jardim Tremembé, em São Paulo. Viveram
juntos na época em que o Senna estava em Inglaterra na Fórmula Ford. Mas a
união durou apenas 8 meses.
Ayrton propôs casamento a Lilian logo depois de irem para a cama pela primeira vez, no Motel Chalé. Senna disse-lhe: “Se eu for para a Europa correr, quando voltar, você já estará casada. Portanto é melhor casar já comigo!”.
Em 2 meses casaram e a viagem para a Europa foi de seguida. Senna não queria casar pela igreja. Nem Viviane, a irmã, o conseguiu convencer. Foi no civil. Mas Ayrton cedeu que a cerimónia tivesse a bênção de um padre.
A noite de núpcias foi clássica com Senna a levar Lilian nos braços até à suite do Maksound Plaza Hotel . E os 10 dias seguintes foram em lua de mel na cidade americana de Chicago
Ayrton propôs casamento a Lilian logo depois de irem para a cama pela primeira vez, no Motel Chalé. Senna disse-lhe: “Se eu for para a Europa correr, quando voltar, você já estará casada. Portanto é melhor casar já comigo!”.
Em 2 meses casaram e a viagem para a Europa foi de seguida. Senna não queria casar pela igreja. Nem Viviane, a irmã, o conseguiu convencer. Foi no civil. Mas Ayrton cedeu que a cerimónia tivesse a bênção de um padre.
A noite de núpcias foi clássica com Senna a levar Lilian nos braços até à suite do Maksound Plaza Hotel . E os 10 dias seguintes foram em lua de mel na cidade americana de Chicago
O drama começou a seguir. Na chegada a Inglaterra, o
apartamento onde foram viver não tinha condições nenhumas. Lilian sentiu-se
deslocada. E Senna era, consta, muito profissional nos seus rituais de
preparação, dormindo mesmo em cama separada nas vésperas de corrida para não
haver tentações. Na pista as coisas resultaram.
Venceu 22 das 28 corridas. Mas fora dela, a relação não ia tão bem.
Liliane revelou que o grande problema de Ayrton foi o que lhe deu a vantagem em pista, mas ser errante fora dela. A família Senna não dava "permissão para errar".
Contou Lilian “…ele passava a vida a cobrar de si mesmo. Perdemos muito e ele ainda mais, pelo excesso da obrigação de ser. O sucesso do pai Milton obrigava Ayrton a ser um exemplo também. Uma família moralmente rígida, com princípios, respeito pelas pessoas e aos compromissos de toda ordem que o marcaram. Mas isso retirou-lhe muita naturalidade…”
Venceu 22 das 28 corridas. Mas fora dela, a relação não ia tão bem.
Liliane revelou que o grande problema de Ayrton foi o que lhe deu a vantagem em pista, mas ser errante fora dela. A família Senna não dava "permissão para errar".
Contou Lilian “…ele passava a vida a cobrar de si mesmo. Perdemos muito e ele ainda mais, pelo excesso da obrigação de ser. O sucesso do pai Milton obrigava Ayrton a ser um exemplo também. Uma família moralmente rígida, com princípios, respeito pelas pessoas e aos compromissos de toda ordem que o marcaram. Mas isso retirou-lhe muita naturalidade…”
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SID MOSCA. O CRIADOR DA PINTURA DO CAPACETE DE AYRTON E OUTROS
Fonte: Wikipedia
Dos pilotos de Fórmula 1 que tinham capacetes com a arte de Sid Mosca, foram campeões mundiais Emerson Fittipaldi (1972/1974),Nélson Piquet (1981/1983/1987),Ayrton Senna (1988/1990/1991) e Keke Rosberg (1982). Na Fórmula Indy , Emerson foi campeão duas vezes nas 500 Milhas de Indianápolis Todos seus desenhos e pinturas são internacionalmente patenteados. “
| "A pintura do capacete é a outra face do piloto, que lhe dá uma identificação quando está em ação nas pistas, e me sinto feliz por poder participar da criação da sua imagem, peça valiosa e importante no decorrer da sua carreira. Sinto-me gratificado pelo reconhecimento pleno que tenho tido na minha profissão". | ” |
Sid Mosca, Cloacyr Sidney Mosca, (nascido em Jaú SP em 1937 e falecido em 20 de Julho de 2011) conhecido como Sid Mosca, foi um aerografista brasileiro mais conhecido pela customização de capacetes de nomes da Fórmula 1 como Ayrton Senna(que teve todos os seus capacetes pintados por Cid), Mika Hakkinen, Michael Schumacher, Nélson Piquet, Emerson Fittipaldi, entre outros..,
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Tricampeão de F-1 nasceu no kart
MARIO CESAR CARVALHO
DA REPORTAGEM LOCAL
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO 08/05/1994
Vinte e cinco anos separam a primeira vez que Ayrton Senna pisou num kart da conquista de seu primeiro campeonato mundial de Fórmula 1 em 1989.
Vinte e cinco anos pode parecer um número besta, mas para um piloto preocupado com milésimos de segundo é uma eternidade. Está aí, talvez, nesses 25 anos de experiência com a velocidade, a explicação para o que se veria depois.
E o que se veria depois foi uma das carreiras mais vertiginosas do automobilismo mundial: tricampeão de F-1, recordista mundial de pole-positions (65) e 41 vitórias em 10 anos de carreira.
Senna pisou pela primeira vez num kart quando tinha 4 anos. O carrinho foi montado pelo pai, Milton da Silva, dono de uma indústria de autopeças à época.
O próprio Senna dizia que o piloto veloz e técnico da Fórmula 1 nasceu no kart: "O kart me habilitou a andar rápido".
Em 1982, quando corria na Fórmula Ford 2000 na Europa, perguntou a um amigo: "Quem você acha que é melhor do que eu: Chico Serra ou Nélson Piquet?".
O amigo não sabia, mas Senna sabia: "Eu tenho uma grande vantagem sobre eles. Dirigo kart desde os 4 anos".
Ayrton Senna da Silva nasceu às 2h35 do dia 21 de março de 1960 na maternidade de Pro-Matre, em São Paulo. Já tinha uma irmã, Viviane, que se tornaria psicóloga.
Seu irmão Leonardo nasceria quando ele tinha 6 anos. Hoje, Leonardo e o pai cuidam dos negócios deixados pelo piloto.
O kart parece ter sido a salvação de Senna. Até ganhar o brinquedo era um desengonçado. Tinha problemas de coordenação motora, segundo sua mãe, Neide.
"Confesso que temia pela sua normalidade", relata a mãe. "Uma escada com mais de três degraus era um obstáculo que ele dificilmente conseguia vencer. Sorvete, então, eu comprava logo dois porque um sempre terminava no chão".
Um eletroencefalograma feito à época revelou que o garoto era normal.
No kart, Da Silva, como era conhecido nas pistas, já reunia algumas das carcaterísticas que seriam sua marca na F-1.
Ganhava provas sob chuva, "era espetacular e meio selvagem", como define Maurizio Sala, que disputava provas de kart contra Senna nessa época.
Já era detalhista, quieto e obcecado por vitórias. Venceu a primeira prova de kart que disputou em 1973 e foi acumulando títulos. Foi tetracampeão brasileiro e chegou em segundo lugar em dois mundiais (leia quadro).
Era tão obcecado por carros que não dava muita bola para a escola. Em 1977, concluiu o 2º Grau no Colégio Rio Branco em São Paulo com médias que fariam corar qualquer pai. Em matemática, por exemplo, passou raspando na trave. Tirou 5.



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