sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Ayrton Senna, o inicio e a carreira no Kart. O casamento com Liliane Vasconcellos

Fonte: http://www.ayrtonsenna.com.br/piloto/


O início no kart
Por volta dos 13 anos não teve jeito: Senna começou a disputar provas no kart. De cara já começava a andar na frente, embora ainda tivesse menos experiência que os demais pilotos, conquistando diversos segundos lugares. Porém, lugar de campeão é em primeiro, e no ano de 1977 já conquistou seu primeiro título Sul Americano de Kart. Repetiu o feito nos anos de 1978 e 1980.
Em títulos nacionais também não se fez de rogado: foi o vencedor do Campeonato Brasileiro de Kart em 1977, 1978 e 1980. Todos se impressionavam com o jovem adolescente que demonstrava uma incrível precisão e agilidade na condução do carro, além de ser notória a veia de campeão. Senna não simplesmente não aceitava perder!
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1973

A primeira prova oficial de Ayrton Senna aconteceu em 1º de julho de 1973, no kartódromo de  Interlagos, quando tinha 13 anos. Foi também a primeira das muitas vitórias de sua carreira.
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1974
Ayrton Senna conquista o seu primeiro título no kart. Até chegar à Fórmula 1, o piloto ganhou pelo menos um por ano.
Campeão Paulista – Categoria Júnior

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1975
Desde essa época, Ayrton Senna era perfeccionista. Sempre que voltava dos treinos, nos finais de tarde, ele fazia questão de desmontar o kart inteiro, limpando e revisando peça a peça.Não importava quanto tempo levasse, podia trabalhar na garagem de sua casa até altas horas da noite e só descansava quando o trabalho estivesse concluído.Das competições que disputou em 1975, Senna ficou com o vice-campeonato em uma das mais importantes da temporada: o Campeonato Brasileiro na categoria Júnior, disputado em Rolândia, no norte do Paraná.Aos 15 anos, o jovem piloto conquistou o título de maior prestígio na categoria de base do esporte a motor do Brasil: o Paulista de Kart, competição que inclusive ganhava destaque nas páginas da imprensa esportiva da época, já que o automobilismo vivia um momento de grande ascensão no País com os dois títulos de Emerson Fittipaldi na F-1 (1972 e 1974) e a disputa do primeiro GP Brasil da categoria (oficialmente a partir de 1973).Em uma competição com dez rodadas em datas distribuídas durante o ano (assemelhando-se a um formato de competições por “pontos corridos”, como na F-1), Ayrton saiu como vencedor em cinco provas do Paulista de Kart, além de obter três segundos lugares.O ano de 1975 também trouxe outros importantes títulos para Ayrton Senna também no kartismo nacional: venceu duas edições do Torneio Canovas, as 50 Milhas de Kart, um Torneio de Verão e o Torneio Nacional Itacolomy.


  • Vice-campeão Brasileiro na categoria Júnior
  • Campeão do Torneio Nacional Itacolomy categoria Júnior
  • Campeão Paulista na categoria 100cc
  • Duas edições do Torneio Canovas
  • 50 Milhas de Kart
  • Torneio de Verão
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1976
A temporada de 1976 foi marcada por uma conquista especial: as Três Horas de Kart de São Paulo, realizada no Kartódromo de Interlagos. Ayrton fez dupla com Mário Sérgio de Carvalho no kart 22, mas a equipe não era considerada uma das favoritas ao título, já que outras duplas eram mais conhecidas no cenário do kartismo nacional: Chico Serra e Dyonisio Pastore; Walter Travaglini e Antônio Estellise, e Antônio Lopes e Affonso Giaffone.
Com apenas 16 anos, em uma época em que os pilotos não começavam a carreira esportiva tão cedo como hoje em dia, Senna fazia parte da 2ª categoria 100cc, mas, mesmo sendo mais novo, correu de igual para igual com os pilotos da 1ª categoria – de uma graduação mais elevada. A corrida teve mais de 180 voltas, com Mário Sérgio e Ayrton em destaque desde a largada.
Pilotando um Mini SS-Parilla, da equipe Rheem, Mário Sérgio e Ayrton começaram a prova disputando a quarta posição. Em sete voltas, já estavam em segundo e, na volta 39, a dupla conseguiu tomar a liderança de Chico Serra e Dyonisio Pastore para, a partir daí, dominarem a corrida até o final das 182 voltas.
“Os novatos deram show” – esta foi a manchete da Gazeta Esportiva, principal jornal de esportes do Brasil naquela época. De fato, a prova foi considerada uma das mais badaladas do kartismo brasileiro, com premiação feita no salão nobre do Pacaembu por Caio Pompeu de Toledo, Secretário Municipal de Esportes.
No Brasileiro de Kart, disputado no Kartódromo do Maqui-Mundi, no Rio de Janeiro, Senna disputou mais uma vez a 2ª Categoria 100cc. O piloto paulista fez a pole position com o tempo de 56s77 e pulou na frente na disputa da primeira bateria. Senna teria como grande adversário o carioca Luiz Eduardo Lassance.
Logo nas primeiras voltas, os dois começaram a se distanciar do restante do pelotão. Segundo relatos da Revista Autoesporte, Ayrton usava pneus duros na parte traseira, já que os pneus macios não durariam muito para o seu estilo arrojado. O estilo de Lassance era diferente, possuía uma tocada mais limpa e um jeito mais clássico de pilotar.
Preocupado com uma poça d´água na curva da Ferradura, Ayrton evitava passar por cima do local, enquanto foi justamente ali que Lassance armou o bote e venceu a prova. Senna ficou em segundo.
Antes da bateria 2, Ayrton solicitou à direção de prova que limpasse a poça. Na largada, tracionou melhor que Lassance e assumiu a liderança. Confiando que o trecho estava melhor, Ayrton adotou a mesma linha na curva da Ferradura, mas novamente Lassance conseguiu tomar a ponta. Na sequência, Senna ainda tentou recuperar a liderança, mas acabou tocando em seu rival e saiu da pista. O vencedor da segunda bateria foi Emanuel de Brito, que superou Lassance. Na classificação geral do campeonato, título para Lassance, segundo lugar para Emanuel e terceiro para Senna.
“O Dudu mereceu o título”, afirmou Ayrton. “Fui imaturo, devia ter andado sempre por cima da poça que ele não conseguiria me vencer”, revelou à Revista Autoesporte.
Ainda na temporada 1976, Senna conquistou o vice-campeonato paulista na categoria 100 cc, o título do Torneio Canovas na 2ª categoria 100cc, venceu a prova “Le Mans” no Kartódromo de Interlagos e inaugurou o Kartódromo de Bauru, interior de São Paulo, com uma vitória.


Títulos conquistados:
  • Terceiro colocado no Campeonato Brasileiro na categoria 100cc
  • Campeão das Três Horas de Kart, na categoria 100cc
  • Campeão do Torneio Canovas, na segunda categoria 100cc
  • Vice-campeão Paulista na categoria 100cc
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1977
A temporada de 1977 teve como principal conquista para Ayrton Senna o título do Campeonato Sul-Americano de Kart, disputado no Kartódromo Luis Pedro Serra, em San José, no Uruguai. O vice-campeonato ficou com o também paulista Walter Travaglini, piloto que rivalizou durante vários anos no kart com o futuro tricampeão mundial de Fórmula 1.
As tomadas de tempo começaram na sexta-feira (22/4), quando Senna ficou com a quarta posição. No sábado, Senna venceu duas eliminatórias em seu grupo, mas foi Jorge Soler, piloto uruguaio, quem largou na pole da primeira final, realizada no domingo, após ter vencido três baterias em seu grupo classificatório.
Logo na primeira volta da bateria 1 do domingo, Senna tomou a ponta do uruguaio, abriu uma boa vantagem e não perdeu mais a liderança. Soler ficou em segundo e Waltinho Travaglini em terceiro, que correu com pneus emprestados de Ayrton na segunda e decisiva bateria. Um tipo de ajuda que mostrava a amizade no kart apesar da intensa rivalidade nas pistas (naquele mesmo ano de 1977, Senna ficou com o vice-campeonato brasileiro após um forte duelo com Travaglini, que foi o campeão da 100 cc, a principal categoria da época).
A prova final foi amplamente dominada por Senna, enquanto Soler segurava o ímpeto de Waltinho. Perto do fim, Travaglini passou o uruguaio e Ayrton diminuiu o ritmo. Com isso, os dois brasileiros cruzaram a linha de chegada bastante próximos, mas com o uruguaio em segundo.
Perguntado sobre uma possível ida ao Mundial de Kart após a conquista sul-americana, Ayrton mostrou-se preocupado com a preparação e também com seus estudos no Brasil – ele tinha 17 anos na época.
“Só irei participar do Mundial na Europa se for para ir bem antes. É necessário chegar lá com pelo menos um mês de antecedência da disputa, a fim de que possa escolher os melhores karts do momento, além de bons motores. Se for para ir com material daqui, como já ocorreu diversas vezes com nossos kartistas, não vale a pena. Mas, para ir com antecedência, é necessário que consiga uma autorização de minha escola, a fim de que não me dêm faltas durante estes dias, pois senão perco o ano na escola. Isso, acho muito difícil de conseguir” comentou Senna em entrevista para o jornal Gazeta Esportiva, principal diário esportivo do País e que dava considerável espaço para o kartismo nos anos 1970.
No final, Ayrton e sua família decidiram que seria melhor esperar mais uma temporada para a estreia no Mundial. Enquanto isso, Senna focou nos outros campeonatos no Brasil, onde conquistou títulos como o do bicampeonato das 3 Horas de Kart, prova também conhecida como “Troféu Cidade de São Paulo”. O paulista novamente competiu ao lado de Mário Sérgio de Carvalho, com quem já havia se sagrado campeão no ano anterior – na época, superando os favoritos da principal categoria. Agora já alçada à condição de favorita e detentora do título, a dupla venceu após longas 189 voltas no Kartódromo de Interlagos.
O momento-chave da prova aconteceu faltando 20 minutos antes do final. Waltinho Travaglini, que fazia dupla com José Próspero “Zeca” Giaffone, vinha em segundo na prova e diminuiu a vantagem para Mário Sergio em torno de 17 segundos. Logo depois, o líder teve um pneu furado e precisou correr até os boxes para que Ayrton voltasse para a prova em seu lugar. A vantagem caiu para 8 segundos, mas Senna conseguiu manter a ponta até que seu grande rival da temporada ficou sem gasolina, perdendo a chance de alcançar a dupla campeã.
Ao término das três horas, Ayrton recebeu a bandeirada com Giaffone em segundo, uma volta atrás do líder. Ainda em 1977, Senna chegou novamente ao vice-campeonato paulista, repetindo o resultado do ano anterior. Veja as principais conquistas daquela temporada.
Títulos conquistados:
  • Campeão Sul-americano – Uruguai (San José) – Categoria Inter
  • Vice-campeão Paulista – Categoria Inter
  • Vice-campeão Brasileiro – Categoria Inter
  • Campeão das Três Horas de Kart – Categoria Inter
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1978
Ayrton Senna já se destacava nas corridas de kart, mas não conseguia um bom desempenho debaixo de chuva. A dificuldade o incomodava a ponto de passar a treinar toda vez que chovia, fosse em Interlagos, quando tinha mais tempo, ou até mesmo nas ruas de seu bairro. Com muito esforço, corrigiu essa deficiência e passou a guiar com grande maestria na chuva. Essa habilidade fez toda a diferença quando, anos depois, ingressou na F1.
Títulos conquistados:
  • Sexto colocado no Campeonato Mundial – França (Le Mans) – Categoria Inter
  • Campeão Brasileiro – Categoria Inter
  • Vice-campeão Paulista – Categoria Inter
  • Quarto colocado no GP do Japão (Sugo) – Categoria Inter
  • Campeão das Três Horas de Kart – Categoria Inter
·         ·  1978 - Campeão Sul-Americano de kart
·         ·  1978 - Campeão Brasileiro de kart
·         ·  1978 - 13 a 17/set - Mundial de Kart em Le Mans/França - 6º colocado


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1979


SENNA COMEÇA A USAR O CAPACETE AMARELO


O Mundial de Kart deste ano será disputado na Suécia neste final de semana, no circuito de Kristianstad. Há 39 anos, justamente nesta competição, Ayrton Senna utilizou seu icônico capacete amarelo pela primeira vez. O campeonato foi realizado entre os dias 18 e 23 de setembro de 1979 no Kartódromo de Estoril, em Portugal.Alguns dias antes da viagem à Europa, Senna e a delegação brasileira procuraram
Sid Mosca , responsável pelas pinturas de grandes pilotos da Fórmula 1, para definirem o layout dos capacetes dos pilotos brasileiros. Naquela época, cada país tinha sua própria pintura, portanto todos os competidores do Brasil usaram o mesmo layout, conforme exigia o regulamento do certame.Em Portugal, houve empate por pontos entre Senna e seu companheiro de equipe da DAP, o holandês Peter Koene. Em uma decisão controversa, Koene foi declarado campeão, enquanto Senna ficou com o vice-campeonato. De acordo com a equipe brasileira, em caso de igualdade de pontos seria levado em consideração o confronto direto na última das três finais, prova que Ayrton venceu com boa margem para os adversários.A organização do Mundial, por outro lado, teve uma interpretação diferente do regulamento: o título seria de Koene graças ao resultado das semifinais, onde ele havia terminado em quarto lugar, enquanto Senna foi o oitavo. Nesta prova, o brasileiro era o segundo colocado até perto das voltas finais, quando o líder da prova teve um problema com o kart na frente de Ayrton, que não teve tempo de desviar da colisão e ambos rodaram.Ao retornar ao Brasil, o piloto logo conversou com Sid para que fizesse daquela pintura uma marca própria, que ficaria eternizada pelo próprio Ayrton nas competições de kart, Fórmula Ford, F-3 e F-1. Assim, Senna pode até não ter ficado com a taça de campeão do mundial daquele ano – mas ganhou naquela competição a sua mais importante identidade nas pistas.Confira mais detalhes do capacete de Ayrton Senna nos dois programas do Senna TV com Alan Mosca, filho de Sid Mosca e que segue o trabalho iniciado pelo pai.

A destreza de Ayrton Senna impressionou Angelo Parilla, um dos melhores fabricantes internacionais de kart:
“Eu nunca havia visto um piloto como este”.
Títulos conquistados:
  • Vice-campeão Mundial – Portugal (Estoril) – Categoria Inter
  • Vice-campeão Sul-americano – Argentina (San Juan) – Categoria Inter
  • Campeão do Campeonato de San Marino – Categoria Inter
  • Vice-campeão Paulista
  • Vice-campeão Brasileiro
  • Campeão das Três Horas de Kart

·         ·  1979 - Campeão Brasileiro de kart
·         ·  1979 - 18 a 23/set - Mundial de Kart em Estoril/Portugal - 2º colocado
 Senna estreou o inesquecível capacete amarelo exatamente nas batalhas com Fullerton em 1979
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1980


Em 1980, Ayrton Senna recebeu um convite para competir na categoria Formula Ford 1600 na Inglaterra pela Van Diemen, sem a obrigação de levar patrocinadores, como é exigido para a maioria dos pilotos. Pressionado pelos pais, que eram contra a ideia, recusou e disputou mais uma temporada de kart.
Títulos conquistados:
  • Campeão Sul-americano – Categoria Inter
  • Campeão Brasileiro – Categoria Inter
  • Vice-campeão Mundial – Categoria 135cc – Bélgica (Nivelles)

·  1980 - Campeão Brasileiro de kart
·  1980 - 17 a 21/set - Mundial de Kart em Niveles/Bélgica - 2º colocado


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1981 
SENNA BUSCA O TITULO MUNDIAL DE KART(PELA PENÚLTIMA VEZ) MAS NÃO CONSEGUE
Em 1981, uma de suas últimas tentativas de conquistar o Campeonato Mundial de Kart, as políticas de regulamento se modificaram e atrapalharam Ayrton Senna: os competidores passaram a correr com um kart de motor de 135cc.
O equipamento de Senna para este mundial de Parma, na Itália, não era topo de linha. Ayrton corria contra pilotos com motores e chassis bem melhores, tanto que o brasileiro era o único com motor DAP entre o mar de motores Komet, que ocuparam as 17 primeiras posições ao final do torneio.
Senna terminou esse mundial em quarto, somente atrás de Mike Wilson, Lars Forsman e Ruggero Melgrati, ambos correndo com um conjunto Birel-Komet. O brasileiro ainda faria uma nova tentativa de ser tornar campeão no ano seguinte, em 1982, na competição disputada em Kalmar, na Suécia.


  • 1981 - Campeão Brasileiro de kart
  •  GP da Suíça (Wholen) – Categoria 135cc

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1982
SENNA SEGUE, SEM SUCESSO, O TITULO MUNDIAL DE KART, PELA ULTIMA VEZ
No ano de 1982, Ayrton Senna já estava em seu segundo ano no automobilismo de monopostos, inclusive tendo conquistado já dois importantes títulos: FF1600 e FF2000. Mesmo assim, decidiu fazer mais uma disputa do Mundial de Kart, que naquele ano foi realizado na cidade de Kalmar, na Suécia, em 1982, sua última aparição no campeonato.
O grande adversário a ser batido era Mike Wilson, que viria a ganhar uma incrível sequência de seis títulos do Mundial de Kart entre 81 e 89, mas sequer chegou a disputar um GP de F-1. E com muitas modificações técnicas nos karts, como os motores 135cc e novos tipos de pneus, Senna perdeu terreno em comparação a seus concorrentes e não teve um resultado final tão bom.
O brasileiro ficou em 14º em seu último mundial e com isso optou de vez em focar sua carreira no ano seguinte 100% para o último degrau antes da Fórmula 1: a Fórmula 3 Inglesa – campeonato que viria a conquistar naquela temporada de estreia, para, já em 1983, testar pela primeira vez um carro de F-1 e, em 1984, alinhar no grid da principal categoria de automobilismo no mundo e garantir o destaque de sua trajetória de grande sucesso nas pistas.

 PAN-AMERICANO DE KART EM TARUMÃ RS
Em dezembro de 1982, Ayrton Senna desembarcou no Rio Grande do Sul para buscar mais um título de kart. Dessa vez era o campeonato Pan-americano, realizado no Kartódromo Internacional de Tarumã, no município de Viamão, região metropolitana de Porto Alegre.
O rival do piloto paulista naquele final de semana era Neco Fornari, piloto gaúcho que estava disposto a impedir uma vitória de Senna. Nos primeiros treinos da quinta-feira, Ayrton bateu o recorde da pista em quase dois segundos. Enquanto vários pilotos ficaram impressionados, Fornari logo foi pra pista e também acelerou forte, e, com isso, também diminuiu o melhor tempo do circuito, de 35s para 34s. Quando todos já se preparavam para deixar o kartódromo, Ayrton resolveu entrar de novo na pista para novamente bater o recorde, que voltou para suas mãos.
Na sexta-feira e no sábado vieram mais treinos e as tomadas classificatórias para a corrida. Senna ficou em segundo lugar no grid de largada, já que a pole position ficou com outro paulista, Renato Russo – hoje recordista de campeonatos brasileiros de kart.
Logo na primeira corrida, no entanto, Ayrton usou uma técnica que havia desenvolvido na Europa: Ele regulava a mistura de combustível no motor, enquanto guiava apenas com a mão esquerda.
Neco Fornari, que largou em terceiro, não desistiu, passou Russo e começou a encostar. Na curva no formato de “U” do antigo traçado do kartódromo de Tarumã eles se encontraram. Pior para Neco, que acabou empurrando Ayrton para frente com o toque.
Senna venceu as três baterias, dando um show com o kart número 6, mostrando porque era duas vezes vice-campeão mundial de kart.
                                                  Troféu do Pan-Americano de Kart de 1982
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CASAMENTO DE AYRTON SENNA


Liliane Vasconcellos Souza foi a sua única mulher. Amiga de infância e namorada na adolescência no Jardim Tremembé, em São Paulo. Viveram juntos na época em que o Senna estava em Inglaterra na Fórmula Ford. Mas a união durou apenas 8 meses.
Ayrton propôs casamento a Lilian logo depois de irem para a cama pela primeira vez, no Motel Chalé. Senna disse-lhe: “Se eu for para a Europa correr, quando voltar, você já estará casada. Portanto é melhor casar já comigo!”.
Em 2 meses casaram e a viagem para a Europa foi de seguida. Senna não queria casar pela igreja. Nem Viviane, a irmã, o conseguiu convencer. Foi no civil. Mas Ayrton cedeu que a cerimónia tivesse a bênção de um padre.
A noite de núpcias foi clássica com Senna a levar Lilian nos braços até à suite do Maksound Plaza Hotel . E os 10 dias seguintes foram em lua de mel na cidade americana de Chicago
O drama começou a seguir. Na chegada a Inglaterra, o apartamento onde foram viver não tinha condições nenhumas. Lilian sentiu-se deslocada. E Senna era, consta, muito profissional nos seus rituais de preparação, dormindo mesmo em cama separada nas vésperas de corrida para não haver tentações. Na pista as coisas resultaram.
Venceu 22 das 28 corridas. Mas fora dela, a relação não ia tão bem.
Liliane revelou que o grande problema de Ayrton foi o que lhe deu a vantagem em pista, mas ser errante fora dela. A família Senna não dava "permissão para errar".

Contou Lilian “…ele passava a vida a cobrar de si mesmo. Perdemos muito e ele ainda mais, pelo excesso da obrigação de ser. O sucesso do pai Milton obrigava Ayrton a ser um exemplo também. Uma família moralmente rígida, com princípios, respeito pelas pessoas e aos compromissos de toda ordem que o marcaram. Mas isso retirou-lhe muita naturalidade…”

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SID MOSCA. O CRIADOR DA PINTURA DO CAPACETE DE AYRTON E OUTROS
Fonte: Wikipedia
Dos pilotos de Fórmula 1 que tinham capacetes com a arte de Sid Mosca, foram campeões mundiais Emerson Fittipaldi (1972/1974),Nélson Piquet (1981/1983/1987),Ayrton Senna  (1988/1990/1991) e Keke Rosberg (1982). Na Fórmula Indy , Emerson foi campeão duas vezes nas 500 Milhas de Indianápolis  Todos seus desenhos e pinturas são internacionalmente patenteados. “
Faleceu em 20 de julho de 2011, em virtude de um câncer de bexiga contra o qual lutava havia dois anos
                                         Sid Mosca, Cloacyr Sidney Mosca, (nascido em Jaú SP em 1937 e falecido em 20 de Julho de 2011) conhecido como Sid Mosca, foi um aerografista brasileiro mais conhecido pela customização  de capacetes de nomes da Fórmula 1  como Ayrton Senna(que teve todos os seus capacetes pintados por Cid), Mika Hakkinen, Michael Schumacher, Nélson Piquet, Emerson Fittipaldi, entre outros..,
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Tricampeão de F-1 nasceu no kart
MARIO CESAR CARVALHO
DA REPORTAGEM LOCAL
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO 08/05/1994
Vinte e cinco anos separam a primeira vez que Ayrton Senna pisou num kart da conquista de seu primeiro campeonato mundial de Fórmula 1 em 1989.
Vinte e cinco anos pode parecer um número besta, mas para um piloto preocupado com milésimos de segundo é uma eternidade. Está aí, talvez, nesses 25 anos de experiência com a velocidade, a explicação para o que se veria depois.
E o que se veria depois foi uma das carreiras mais vertiginosas do automobilismo mundial: tricampeão de F-1, recordista mundial de pole-positions (65) e 41 vitórias em 10 anos de carreira.
Senna pisou pela primeira vez num kart quando tinha 4 anos. O carrinho foi montado pelo pai, Milton da Silva, dono de uma indústria de autopeças à época.
O próprio Senna dizia que o piloto veloz e técnico da Fórmula 1 nasceu no kart: "O kart me habilitou a andar rápido".
Em 1982, quando corria na Fórmula Ford 2000 na Europa, perguntou a um amigo: "Quem você acha que é melhor do que eu: Chico Serra ou Nélson Piquet?".
O amigo não sabia, mas Senna sabia: "Eu tenho uma grande vantagem sobre eles. Dirigo kart desde os 4 anos".
Ayrton Senna da Silva nasceu às 2h35 do dia 21 de março de 1960 na maternidade de Pro-Matre, em São Paulo. Já tinha uma irmã, Viviane, que se tornaria psicóloga.
Seu irmão Leonardo nasceria quando ele tinha 6 anos. Hoje, Leonardo e o pai cuidam dos negócios deixados pelo piloto.
O kart parece ter sido a salvação de Senna. Até ganhar o brinquedo era um desengonçado. Tinha problemas de coordenação motora, segundo sua mãe, Neide.
"Confesso que temia pela sua normalidade", relata a mãe. "Uma escada com mais de três degraus era um obstáculo que ele dificilmente conseguia vencer. Sorvete, então, eu comprava logo dois porque um sempre terminava no chão".
Um eletroencefalograma feito à época revelou que o garoto era normal.
No kart, Da Silva, como era conhecido nas pistas, já reunia algumas das carcaterísticas que seriam sua marca na F-1.
Ganhava provas sob chuva, "era espetacular e meio selvagem", como define Maurizio Sala, que disputava provas de kart contra Senna nessa época.
Já era detalhista, quieto e obcecado por vitórias. Venceu a primeira prova de kart que disputou em 1973 e foi acumulando títulos. Foi tetracampeão brasileiro e chegou em segundo lugar em dois mundiais (leia quadro).
Era tão obcecado por carros que não dava muita bola para a escola. Em 1977, concluiu o 2º Grau no Colégio Rio Branco em São Paulo com médias que fariam corar qualquer pai. Em matemática, por exemplo, passou raspando na trave. Tirou 5.

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